“O sonho encheu a noite. Extravasou pro meu dia. Encheu minha vida e é dele que eu vou viver. Porque sonho não morre” (Adélia Prado)

13 de abr de 2012

Em defesa da vida (por Meri Pellens)

 Seria patético se não fosse tão triste...

Meri Pellens

A decisão do STF ontem aprovando o aborto de bebês “anencéfalos” (entre aspas, pois os diagnósticos nunca são 100% certeiros, queiram ou não os abortistas compreender), só prova que vivemos num mundo e numa sociedade, onde, de preferência, o belo e o querido é ser saudável. Na boa, véi, se vier com defeito recomenda-se descartar o quanto antes, é assim que os abortistas pensam. Mas enganam-se aqueles que acham que adianta fugir das provas da vida para se livrar de um problema ou sofrimento. Covardia nunca foi solução de problema algum. E isso é um fato da vida e não julgamento. Não se resolve um mal com outro mal. Os filhos, seja como for, vem para nos ensinar a amar, e o amor começa pelo respeito.

Aborto é uma solução ilusória, essa é a verdade. Muito sofrimento acompanha inevitavelmente quem consente no aborto, sofrimentos esses bem piores que fazem amargar, sobretudo vindos da consciência, pois lá no fundo ela mostra muito bem a abominação que é o aborto voluntário, aí não basta dizer que se arrepende, mas necessário é mostrar frutos desse arrependimento passando a ser à favor da vida, não somente da mulher, mas do feto também. Porque os abortistas só pensam na mulher, eu sou à favor da vida de ambos!

Depois, quem disse que todos os bebês bonitinhos e saudáveis que nascem serão bonitinhos e saudáveis para sempre vivendo felizes por longos anos? Mas aí, se adoece, se faz tudo para salvá-lo, até rendem-se a religião que tanto desprezam hoje, isto porque o filhinho já nasceu e se pegou amor? É bem isso mesmo, infelizmente. Necessário é muito amor para gerar o respeito e o desejo de deixar um feto “anencéfalo” viver, amando-o pelo tempo que lhe resta.

Acredito sim, que tanto decidir-se pelo aborto como pela vida do feto “anencéfalo” é uma decisão dolorida e não livre de grandes sofrimentos, mas uma coisa sempre será o sofrimento que superamos por amor, outra coisa o sofrimento que nos impomos por meio de atalhos ilícitos que tomamos na nossa vida.

Absurdo ainda é perceber que muitas dessas pessoas a favor do aborto, ao mesmo tempo, são contra a que se use animais como alimentação ou cobaias para testes de remédios e tratamentos para cura de doenças. Barbaridade! Concordo com a Christiane Forcinito“Um país onde temos defensores aguerridos de cachorrinhos, gatinhos, tartarugas, baleias e plantinhas mas o ser humano NADA VALE….”. Há muita falta de noção ou hipocrisia mesmo, porque poxa, criticar os outros por comerem carne mas ser à favor do aborto, é muita inversão de valores. Contudo, “ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” Isaías 5:20.

Por isso, na boa, véi, não largo meu churrasco meeeeeesmoooo. Antes um churrasquinho bem passado que ser a favor do aborto.

5 comentários:

  1. Vou acrescentar um "PS" que adicionei há pouco lá no post: Sinceramente eu gostaria de dizer que compreendo quem seja a favor do aborto, mas não consigo e admito. Cada um, sim, é livre para fazer o que quiser, não há lei que impeça isso. Tanto que barbaridades acontecem todos os dias sem cessar apesar das leis vigentes. Lamento profundamente, porém, quando surgem leis que favorecem essas barbaridades. No entanto, reservo, sim, minha compreensão e apoio a quem reconhece o mal que tenha praticado, isto é, que se arrepende com sinceridade, afinal, ninguém está livre de errar, e quem não tem pecado que atire a primeira pedra.

    Beijinho, amiga, e muuuuuita paz!

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  2. Bom dia Sueli.
    Que bom saber que tem gente que coloca as questões com clareza. Penso que a maioria das pessoas só vê as coisas "por cima", sem profundidade. E fundamentam suas opiniões apenas na aparência imediata da "solução", alegando o que nem sabem para defender suas opiniões...
    Por outro lado, penso que devemos respeitar os diretamente envolvidos, ou seja, a gestante de um feto anencéfalo e sua família, suas próprias crenças... Não creio que o tema seja como um jogo de times antagônicos porque, como nós sabemos, as torcidas geralmente não levam o bom senso em conta.
    Grande abraço,
    Adh

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  3. Oi, Xará, ói eu aqui...rs. Pois é, no caso dos anencéfalos, que, fatalmente, morrerão, ainda existiria a possibilidade da doação dos órgãos para um outro bebê, com chances de vida, não é mesmo? Um beijão!

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  4. Então, amiga-querida-xará, acompanho muito de perto o problema de quem está na fila aguardando por uma doação de órgãos e tive oportunidade de conhecer pais de bebês anencéfalos que lutam bastante para que seus filhos possam, de certa forma, sobreviver em outros corpos.

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  5. Sueli, eu realmente fico muito feliz quando encontro textos sensatos, de pessoas que respeitam o livre arbítrio de outros, mas que podem se calar e consentir diante de barbaridades morais como as que vemos em nossos dias. Sou claramente e assumidamente contrária ao aborto, por princípios religiosos e por ser mãe de 3 crianças amadas: teria eu coragem de ter escolhido um deles para descartar caso não viessem a este mundo perfeitos e saudáveis como são? Não, eu jamais dormiria tranquilamente nesta vida. Conheci de perto uma mãe de um bebê especial... Os médicos diziam que ele não seria jamais capaz de reconhecê-la. Mas lembro como se fosse hoje do gesto dela, aproximando seu filho do rosto: não importa o que dizem ou o que a ciência comprova, EU SEI que meu filho sente meu amor, e eu o amo completamente. Nunca esqueci daquela atitude carinhosa, pois aprendi na ocasião que para bebês especiais são escolhidos pais especiais. Especial para mim é aquele que ama simples e incondicionalmente, sem esperar nada em troca. Pois encontra no próprio amor a recompensa para sua doação abnegada. Felizes os pais que compreendem isso e usam sua liberdade para escolher a vida, quando lhes é dada essa opção.

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